8 comentários:
De Helena a 14 de Outubro de 2008 às 10:51
Eu era completamente fã da Ana dos cabelos ruivos... eu achava-a espontânea, achava que ela dizia o que pensava... eu não conseguia ser assim e cria muito ser assim (passei um final de infância/adolescência com alguns problemas psicológicos)... é curioso, na altura do agora escolha não lhe ligava muiito (acho que ainda era muito pequenita), comecei a ligar mais tarde...

Concordo contigo no que diz respeito à envolvência de toda a série, as paisagens, as formas de pensar, os utensílios... de facto, acho-a uma pequena obra de arte.


De Tv Tuga a 14 de Outubro de 2008 às 19:43
Não me achava parecida com a personagem. Hoje acho que temos em comum um tanto de fantasia e, claro, a criatividade, de que sempre fui bastante bem servida - sem modéstias. Mas o falar tudo como vem à cabeça não. Talvez até os 5 anos. Depois entrei na escola primária e aí já me lembro de ser «castrada». Mas sei que, antes disso, os adultos achavam-me muita piada por ter umas «saídas» muito apropriadas e algo crescidas para a idade. Passei a adolescência a lidar com as memórias dessas pessoas, que procuravam em mim alegria e vestígios da menina que tinha sido, mas não era mais - nesse sentido.

Acho que a sociedade cria-nos para depois nos castrar de outras formas.

A Ana podia ter sido «castrada». A sorte dela é que, naquele tempo, as meninas sentiam curiosidade nela e procuravam a sua amizade. Hoje acho que continua a existir crianças assim, mas também há as mais maliciosas, que simplesmente só querem o mal.

Volta sempre!
Bjsns.


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