Não
Não me lembro do Marco, nem da Heidi. Embora os meus pais garantam que os adorava ver. Mas com dois ou três aninhos, porquê haveria de me lembrar deles?
Aparentemente tive algumas coisas com essas figuras. Uma caderneta, uns bonecos... mas só me lembro de os ver nas fotografias de aniversário, em cima do bolo. O avozinho ainda sobrevive, embora com mazelas! Revela sinais de estar meio roído pela criança que um dia fui. Devia ter sido na altura da mudança de dentes :)
Mas porque será que não me lembro destes, aos quais, supostamente, dediquei devoção? E depois, recordo os outros, os Barbapapa que, se calhar, passaram na televisão ainda era bebé. Ou não... ?
Reflectir sobre o que a nossa memória decide recordar é, no mínimo, uma incógnita digna de análise. Talvez revele a natureza de cada um, não sei... através do estímulo de áreas cerebrais distintas, oscilando entre o criativo, o analítico, o investigador...
Mas persiste a dúvida e a lembrança quer saber:
Afinal, quando é que passou na RTP os desenhos Barbapapa?
Fui contactada pelo blogue http://autocarrosdacarris.blogspot.com/ e decidi aceitar o desafio.
Trata-se do seguinte:
- Revelar a nossa relação com os sete pecados capitais
- Aliciar outros blogs a aderir ao desafio
Porém, vou elevar a fasquia e subir o desafio para o patamar dos Desenhos Animados dos anos 70 a 90. Ou seja: vou falar dos SETE pecados e VIRTUDES capitais, através das muitas personagens! Espero que gostem!
Os 7 pecados: Gula, Avareza, Inveja, Ira, Orgulho ou Vaidade, Luxúria, Preguiça
As 7 virtudes: Simplicidade, Deligência, Temperança, Compaixão, Generosidade, Paciência, Humildade
Para quem tiver problemas com a definição de tais Pecados & Virtudes, consulte a tabela "Qualidades pecaminosas e virtuosas"!

Agora, meus amigos que conhecem desenhos animados tão bem ou bem melhor que eu, digam, por favor, quem são os vossos eleitos? Eis os meus:
VIRTUDES
Simplicidade: (aguardo a melhor sugestão)
Deligência: FORMIGA ATÓMICA
Temperança: (aguardo a melhor sugestão)
Compaixão: CONAN - O RAPAZ DO FUTURO
Generosidade: (aguardo a melhor sugestão)
Paciência: (aguardo a melhor sugestão)
Humildade: (aguardo a melhor sugestão)
PECADOS
Gula: (aguardo a melhor sugestão)
Avareza: TIO PATINHAS
Inveja: DICK -A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO
Ira: DARTACÃO - E OS TRÊS MOSCÃOTEIROS
Orgulho/Vaidade: PENÉLOPE - A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO
Luxúria: (aguardo a melhor sugestão)
Preguiça: GARLFIELD
O que lembro deste desenho animado hoje, devo-o às gravações feitas por meu pai nos anos 80. Um tanto visionário e esperto, ele sabia que podia usá-las para me manter sossegada diante do televisor por muito tempo. Por muito que já os tivesse visto, voltava a apreciar novamente. É assim até hoje, e não só com desenhos animados. A televisão foi a minha babysitter e amiga... Mas como meu pai não estava para comprar mais cassetes, gravava alguns episódios por cima de outros e fingia que não era de propósito. Contudo, havia nele a crença de que ia gostar de ver aqueles desenhos quando fosse crescida. E não se enganou.
Hoje, ao revê-los, acho a voz do "Bel" irritante. Lembro-me que a Heidi e o Marco passaram por situações semelhantes, também nas montanhas. A infância dos meninos de 80 foi bombardeada com dramas e tragédias. Praticamente todos os meninos das histórias de desenhos animados eram órfãos. O Marco, de que não me lembro, a Heidi, de que lembro pouco, o Bel, a Ana dos Cabelos Ruívos, a Flora, o Tom Sawyer... deve ser por isso que não sinto pena de quem é órfão. No meu entender, não são necessariamente uns desgraçadinhos. Muitas vezes acabam por ser crianças que recebem muito amor de terceiros- avós, tios, vizinhos, pais adoptivos etc, e poucas agressões. Todo aquele amor extra os faz desenvolver bem, com mentes saudáveis e ter muitos amigos. Pelo menos assim rezam a maior parte das histórias dos anos 80...
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Outra lembrança que este desenho animado me trás, é a imagem viva do Bel e do Puchi. Na altura, todos os cães, indubitavelmente, eram baptizados de Puchi... na família existiram, por um breve período de tempo, dois cães de características similares a estes dos desenhos animados. Cheguei a colocar o pequenino em cima da cabeça do grande. Mas o animal não ficava nada entusiasmado... podera! De oito centímetros de altura passava para oitenta!
Acima têm o genérico e algumas cenas do desenho animado. Quem tiver interesse, posso disponibilizar o Bel e Sebastião, assim como acabei por disponibilizar as séries dos posts anteriores.
Gostava que partilhassem nos comentários, as vossas histórias com cães e com estes desenhos! Aguardo por notícias e voltem sempre!

Estreou em Portugal em 1987. Muitos associam esta série de desenhos animados ao programa "Agora Escolha", por ser no intervalo deste que passava a série da Ana dos Cabelos Ruívos. Enquanto as pessoas iam fazendo a votação, a Ana encantava. E não só os miúdos, mas graúdos também.
é uma menina órfã que um dia é levada por uma família do campo. Mas ao chegar vê os seus sonhos e fantasias (e Ana tem-nos como ninguém!) desmoronarem, ao entender que a família adoptiva, os irmãos Marília e Matias, queriam um rapaz para os ajudar no trabalho na quinta. Ana já se apaixonou pelo local, que corresponde a todas as suas fantasias. E a menina não é de escondê-las de ninguém. O que deixa todos muito espantados.
vai ser devolvida ao orfanato, por não ser um rapaz. Está destroçada. Vai perder o «lago das águas prateadas» e a «Rainha da Neve» - nomes fantasiosos que atribuiu a coisas do local à medida que se deixava envolver.
Estes desenhos animados cairam-me no goto novamente, quando os revi após serem lançados em Dvd. O que mais me encantou ao revê-los é a percepção da vida naquele tempo. Dos actos domésticos, das responsabilidades, dos valores sociais, dos papéis do homem e da mulher e como tudo isto vivia em perfeito equilíbrio.
A imagem dos dvds não é lá dessas coisas. Nenhum esforço parece ter sido dado para restaurar a luminosidade perdida das vhs. Isto até pode diminuir o interesse em ver um episódio mas, ao fim de uns 4, já quis ver todos que se seguiam.
Encantei-me novamente por
. De imaginação e criatividade também eu sou bem dotada, pelo que nunca me achei parecida com a personagem... mesmo quando as mães gostam de provocar as filhas, insinuando que têm um mau comportamento quando as comparam a traquinas personagens de desenhos animados.
Não, não me acho parecida a Ana, embora talvez na imaginação fosse. Mas ela viveu no campo, com lagos, árvores, florestas, rios... onde, como a própria conta, é mais fácil sonhar do que na cidade. Eu sou urbana mesmo! Criada em apartamento, num prédio bem alto, com algum verde e jardins à volta (graças a deus) mas com os pés longe do chão. Porém, isso não era impedimento para conseguir, recorrendo à imaginação, inventar uma brincadeira cativante nos momentos de tédio.
Eis um trecho da série que mostra o encanto que sinto por estes simples gestos quotidianos. PS: numa altura em que tudo vem em embalagens de plástico, alguém, assim como Ana e Eu, chegou a descascar ervilhas? E espreitou o mundo através das cores de diferentes papéis de rebuçado? Que nostalgia!
Disponibilizo esta série restaurada para venda ou troca. Sim! Leram bem. R-e-s-t-a-u-r-a-d-a. Descobri que não consigo ver aquela imagem escura com que soltaram a série para o mercado e decidi fazer tudo de novo. O resultado é surpreendente. Vale mesmo a pena ver a
com as cores vivas e com maior definição e luminosidade. É como se fossem duas coisas diferentes e a que apetece ver é esta, claro! :) Contacto: fadebd@sapo.pt.
São 80 os dias em que Willy Fog se propõe a dar a volta ao mundo. Viajam com ele o seu mordomo Repelão e Tico, o despachado ajudante. Para os prejudicar, são seguidos pelo malvado Traful, que quer à força fazer com com Fog perca a aposta que fez com os amigos.

Esta série de animação passou em Portugal em 1984 e 1985, contando com a versão que, ainda hoje, é considerada por muitos como a melhor dobragem portuguesa. Deram voz ás personagens António Feio, António Marques, Irene Cruz, João Perry e João Lourenço.
Recentemente consegui reunir todos os episódios desta dobragem e restaurei a imagem. Fiz o mesmo que a Planeta De Agostini fez com a Ana dos Cabelos Ruivos (próximo tópico).
Laboroso mas vale a pena!
Disponibilizo para troca ou venda.
Sem dúvida é a dobragem de minha preferência. Acho que os maneirismos vocais de Tico dão mais carácter à personagem. No geral, estão todas muito bem assimiladas vocalmente.
Contacto: fadebd@sapo.pt

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Coloco aqui uma questão:
Qual das duas versões deste desenho animado preferem?
"Ai o meu rabinho" ou "este bixo corre muito"?
Foi como
que conheci esta banda desenhada. Isto quer dizer que estávamos no ano de 1980. Mas para quem estava a nascer nessa altura pôde, cerca de 10 anos depois, descobrir este desenho sob o nome de Puchi – o pequeno esquilo.
A diferença não está só no nome. A abertura musical é diferente e a dobragem também. Daí perguntar aos leitores: qual a sua preferida?
A série foi lançada em DVD à uns anos com o seu nome de baptismo: Bana e Flapi. Mas esta não é a versão que a pequenada viu nos anos 80. Existem diferenças e a primeira que se nota é a melodia do genérico que, cantarolada por aqueles que ainda se lembram dela (como eu J) não encontra correspondência exacta.
As músicas de
foram lançadas
Ora soam a uma energética cowboyada, ou a um triste fadinho, uns melancólicos blues ou um pouco de jazz. Já não se fazem assim! E a pequenada é que sai a ganhar, principalmente aqueles que puderam também brincar com as figuras em PVC das personagens e coleccionar os selos para a caderneta. É tão o espírito de 80!
Anos 80, 90 ou 2000 o bom é que estes desenhos animados atravessam todas a gerações. Hoje as crianças ainda os olham com o mesmo deleite. Será que os bisnetos e tetranetos das crianças de 80 também o farão?
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Oiça umas melodias do disco:

Ninguém na minha geração, ou a rondar a minha geração, se lembra dos BARBAPAPA. Eu lembro. Gostava de saber quando passaram na televisão portuguesa. Queria saber afinal, que idade tinha quando os vi, para os recordar quando mais ninguém deles se lembra.
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Os BARBAPAPA eram uns bonecos practicamente sem forma (achava-os uns borrões) que tinham a capacidade extraordinária de se transformarem no que quizessem. E era ver aqueles borrões coloridos, em forma de pingo de chuva ou pera, amarelo, azul, cor-de-rosa, preto, laranja etc, a se converterem num objecto de utilidade e... dá-se a magia. Fascinaram-me, estes bonecos! Mas que idade tinha afinal? Porquê mais ninguém se
lembra deles?
Os BARBAPAPA, os quadros impressionistas dos arranjos florais com insectos ocultos e a arte surrealista de Salvador Dali.
Sabem que acho que tem tudo a ver?
TROCA & VENDA