Blogue para recordar desenhos animados. Presta-se a trocas restauradas.
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
O outro lado de Conan

 

Quando dei início a este blog, o intuíto era relembrar os desenhos animados que marcaram pessoas da minha geração e receber e partilhar estes momentos com quem vier parar a estas páginas. Já existem muitos blogues a facultar a informação técnica sobre séries de animação e este não será totalmente um deles. A intenção é revelar o que sentimos ao vê-los e relembrar os bons momentos... Paralelamente a este bdporbd.blogsapo.pt, criei outros sobre séries de televisão, novelas, brinquedos e brincadeiras. Mas é complicado gerir tudo isto  ;)

 

 

Conan - O Rapaz do Futuro, foram os desenhos animados do post anterior. Comprei a série em 6 DVDs quando foi lançada pela New Age, mas, na verdade, a razão pela qual me lembro melhor dela é porque a revi ao longo do tempo, já que, na altura, gravei alguns episódios numa cassete, que tenho até hoje. 

 

Ver Conan em Japonês, foi instrutivo. Palavras como Avô (pronunciado "Odjizssá"), Obrigado (Arigato), Pateta (Paketé - dito muito depressa) ficaram para sempre registados na memória, graças à admirável capacidade de retenção de informação que só uma criança tem. Quando a série apareceu em DVD, pude vê-la com a dobragem em português e gostei, mas fiquei decepcionada com a falta de encaixe dos timbres das vozes portuguesas quando comparadas com as originais.

 

Em japonês, as vozes não parecem forçadas ou adulteradas. Na versão dobrada em português, a Lana é uma choramingas. Os velhotes ciêntistas têm vozes patéticas. Por alguma razão, sempre que é preciso dar voz a personagens idosas, sai uma coisa fina e esganiçada... terrível! Mas a pior de todas é a voz de Jimsy. NADA tem a ver com o tipo de voz original! Uma coisa grossa e meio rouca, pouco adequada a uma criança de 10 anos, enquanto que a voz original é mais fina e tem um tom bonacheirão que lhe dá piada. A personagem perdeu 75% da sua graça e o lado cómico das situações em que Jimsy se mete perdem metade da piada, tudo por causa da falta de encaixe do tipo de voz com o original.

JIMSY

 

Não lembro se existiram mais séries de animação a passar em japonês, mas não me espantaria se existissem. A minha memória remete apenas para a grande (grande) série não animada (mas muito movimentada) que foi Jovens Heróis de Shaolin, cuja melodia do genérico bate aos pontos a de Conan e que tanto me agradou, ao ponto de memorizá-la, tentando ser o mais fiel possível à letra, mas sem saber o que estaria a dizer. Também devia ser lamechas, a louvar os heróis... Começava a cantá-la assim: "Mo Fu, CameSi EnsuMiensi". Quem afirma que se lembra desta letra até hoje mas depois não a sabe cantar merece ir para o canto da vergonha, eh,eh,eh ;))) (ver link para perceber{#emotions_dlg.default})

 

 

 

 

Conan via-se do princípio ao fim. Por mais que a introdução e o genérico repetissem em cada um dos 26 episódios, dávamos-lhes toda a atenção, fixado-nos na história até o momento das cenas do próximo episódio e até a melodia do genérico final - a minha favorita! Como era habitual nas séries de animação nipónicas dos anos 70/80 (e como aqui já referi), as crianças eram todas órfãs ou só tinham uma mãe ou um avô. Conan, tem um avô postiço e Lana um de verdade. E mais familiares directos não se conhecem.

 

Outra piada que encontro nestas séries de animação nipónicas, está nas letras da maioria dos genéricos. Quando soube da tradução de Conan, não foi com muita surpresa que a considerei "lamechas". Quer dizer: pelo conteúdo e história, as coisas não são tão alegres quanto são no genérico. Em quase todas as séries da altura (Bel e Sebastião, por exemplo), os primeiros episódios começam com muito sofrimento, com mortes e perdas devastadoras. Até é preciso um lenço clinex! Conan vê o avô morrer no segundo episódio e ao terceiro é ameaçado de morte por enforcamento e agredido com 40 "tabuadas" no traseiro até perder a consciência! Contudo, tudo isto é antecipado de um alegre genérico com uma melodia agradável e contagiante, com duas crianças a rir e a correr, a dar as mãos e a brincar...  A letra, sem surpresa, diz que "O mar está pacatamente azul, a vida floresce por todo o lado, e o céu, o céu, sonha com o amanhã". "Porque eu amo tanto a Terra, porque o amanhecer é tão lindo!" - continua. Que lamechice! Ora tentem lá cantá-la em português, para ver como sôa... Não há adulto desta altura que não se lembre de cor da melodia!



Que tal se saiu?



publicado por Tv Tuga às 20:28
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
O meu rabinho na Comercial

Finalmente fui encontrar no manacial de informação que é o Youtube, a edição da Caderneta de Cromos da Rádio Comercial, que abordou a antiga série de animação Bana e Flapi. Na altura, Março de 2010, escutei apenas o final do programa e só consegui perceber que estavam a passar o excerto que coloquei aqui no blogue. Neste, questionava qual das duas dobragens apresentadas era a favorita do público. Apresentando exactamente o mesmo excerto para ambas as versões, o título acabou por ser "Ai, o meu rabinho", porque assim foi escolhido traduzir a acção na segunda dobragem, quando Puchi/Bana, que se segura às astes de um animal a correr pela floresta, acaba por cair ao chão. O que o esquilo diz no momento da queda, numa das versões? - "Ai, o meu rabinho!"

 

É uma linguagem totalmente inapropriada para o público infantil, ainda mais por ser antecedida de uns gemidos muito falsos, que podiam pertencer a um filme XXX!

 

Mas há uma coisa importante a frisar nesta questão: Bana e Flapi(ou Puchi, como o quiserem chamar) teve TRÊS dobragens em

português. Da primeira não há vestígios sonoros. Foi a que vi, junto com o Nuno Markl e outros desta geração, e passou na RTP, ao que parece, em 1980. Não sei se foi mesmo neste ano, ou não. Tenho o disco da série com a data de 1979, e uma fotografia em que se vê a série a passar na televisão com a data de 1981. Nem uma coisa nem outra é 100% fiel, portanto, vamos apontar para o meio, o ano de 1980. 

 

 

A segunda dobragem, a PAVOROSA "AI O MEU RABINHO", já não foi vista pela minha geração, pois data de 1989. Em 1989, mesmo na véspera do ano de 1990, julgava-se que já se estava muito à frente, e Bana e Flapi sofreu uma Makeover, tendo sido rebatizado com o nome de Puchi. E sim, a música do genérico não tem nada a ver! Mas se fosse só isso! A voz do Puchi é terrível, os gritinhos e os gemidos, a "pérola" «Ai o meu rabinho!» e, para que se entenda bem, o trecho que coloquei mostra que, nesta segunda dobragem, existem partes em que a boca do esquilo mexe, mas não emite qualquer som.

 

A terceira dobragem, comercializada tanto pela editora New Age como pela Planeta de Agostini, é a que está a estabelecer a comparação. Das duas, é a melhor, sem dúvida! Existe o cuidado de uma voz apropriada no timbre e tom, os efeitos sonoros estão em "cue" (na deixa), a boca dos animais mexe e as palavras encaixam na perfeição. Se é a melhor das três? Não dá para saber, pois da primeira não se tem conhecimento.

 

Qual a melhor? Não sei, porque falta saber como correu aquela que surgiu aquando a minha geração. Triste é se vier com um "Ai o meu rabinho!" - mas duvido, porque esta segunda dobragem portuguesa foi feita a partir da tradução alemã, ou seja: foi feita uma adaptação não da versão original (Japão), mas da alemã. Eis o belo resultado!

 



publicado por Tv Tuga às 02:56
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Domingo, 29 de Maio de 2011
Conan - o rapaz do Futuro

escutar abertura (salta de site)


 

 

Quem não se lembra?

 

Estes desenhos animados nipónicos passaram em Portugal (1983) na sua versão original e legendados em Português.

O encanto de Conan, passados todos estes anos, está na personalidade da personagem, no seu amor incondicional pelas pessoas, pelo certo, por Lana...

 

Foi uma série muito emotiva, acompanhada de uma excelente banda sonora, que ainda hoje mexe com as emoções para as quais foi concebida. A tristeza, o sofrimento, a alegria, a euforia, o perigo, a aventura... 

 

Conan é um rapaz com forças sobrehumanas, capaz de se equilibrar na parede de um edifício segurando-se apenas pelo dedo do pé :).

 

 

A história começa no genérico, quando nos é explicado que a crosta da terra foi destruída por armas de cientistas, os cinco continentes afundaram num tsunami e a Terra foi desviada do seu eixo. É o fim da Humanidade! Só nestes poucos minutos e com esta descrição catastrófica dos acontecimentos, Conan-o rapaz do futuro já começa a cativar a atenção. 

 

 Todos tentam fugir e dirigem-se para o espaço, em foguetões espaciais, mas morrem. Um dos foguetes é atingido por meteoritos e despenha-se numa pequena ilha que escapou à devastação: A Ilha Remnant.

 

Com os anos, todos morrem e Conan, um rapaz de 11 anos nascido e criado na ilha, o primeiro e único  bebé pós-apocalipse, vive sozinho com aquele a quem chama de "avô", o último sobrevivente da anterior geração. Ambos julgam estar sozinhos no que resta do mundo... os últimos humanos à face da terra!

 

Mas eis que, um dia, ao regressar da pesca desportiva onde caçou um tubarão, Conan, que é um rapaz muito especial, encontra uma mancha vermelha caída na areia da praia. É uma menina! Está desacordada e, também ela, é especial.

 

Conan vê, pela primeira vez, um ser humano sem ser o seu avô!

O nome da menina é Lana e tem o dom de falar com os pássaros. Entre ela e Conan nasce uma ligação indestrutível, na qual as palavras são dispensáveis para haver comunicação. Mas Lana é uma alma atormentada e perseguida...

 

E tudo começa assim...

 

(Música: Shinichiro Ikebe)

 



publicado por Tv Tuga às 02:43
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010
O "meu rabinho" na RFM?

Eram quase nove da manhã quando num transporte público começo a escutar um som familiar. Mas... o que é que o Bana e Flapi estavam a fazer na rádio? Procurei escutar o que se estava a passar com o máximo de atenção possível, mas o ambiente não permitiu grandes resultados.

 

E assim, percebi apenas que a rádio Comercial (julguei ser a RFM e assim coloquei no post, agora rectifico) estava a passar o som do trecho de vídeo que coloquei no Youtube para que pudesse saber quais das dobragens de "Bana e Flapi/Puchi" é a favorita da maioria dos fãs. As respostas, até agora, têm ido para os dois lados... está um empate! Mas...  hoje ouvi a música da corrida do esquilo duas vezes até que, à segunda, ouvi a parte em que diz "Ai! O meu rabinho!", seguida das gargalhadas dos interlocutores de rádio. A curiosidade dita: afinal, o que passou na Comercial? Um prolongamento da questão lançada?

 

Que pena não ouvi mais! "Ai o meu rabinho, é mesmo uma pérola!".

 

Quem ouviu?

 



publicado por Tv Tuga às 22:06
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
Nós e os desenhos...

 

 

 Descobri esta fotografia desfocada no meio de um album antigo... sou eu ao lado do televisor, que exibe um esquilo... não é o Bana, nem o Flapi, mas é definitivamente um dos seus companheiros! A data por detrás diz que foi em 1981.

 

É só para recordar... e vocês? Querem partilhar fotografias vossas ao lado destas memórias? Ia gostar muito de ver. Enviem.



publicado por Tv Tuga às 00:53
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Domingo, 15 de Novembro de 2009
Riscos e Rabiscos...

Isto também faz lembrar o que nos fascina nos desenhos animados...


Engraçadas

Que fofura!
 



publicado por Tv Tuga às 01:20
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Lembranças... como funcionam?

Não

 

Não me lembro do Marco, nem da Heidi. Embora os meus pais garantam que os adorava ver. Mas com dois ou três aninhos, porquê haveria de me lembrar deles?

 

Aparentemente tive algumas coisas com essas figuras. Uma caderneta, uns bonecos... mas só me lembro de os ver nas fotografias de aniversário, em cima do bolo. O avozinho ainda sobrevive, embora com mazelas! Revela sinais de estar meio roído pela criança que um dia fui. Devia ter sido na altura da mudança de dentes :)

 

Mas porque será que não me lembro destes, aos quais, supostamente, dediquei devoção? E depois, recordo os outros, os Barbapapa que, se calhar, passaram na televisão ainda era bebé. Ou não... ?

 

Reflectir sobre o que a nossa memória decide recordar é, no mínimo, uma incógnita digna de análise. Talvez revele a natureza de cada um, não sei... através do estímulo de áreas cerebrais distintas, oscilando entre o criativo, o analítico, o investigador...

 

Mas persiste a dúvida e a lembrança quer saber:

Afinal, quando é que passou na RTP os desenhos Barbapapa?



publicado por Tv Tuga às 22:19
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Sábado, 1 de Agosto de 2009
Desafio: os 7 pecados

  

Fui contactada pelo blogue http://autocarrosdacarris.blogspot.com/ e decidi aceitar o desafio.

 

Trata-se do seguinte:
- Revelar a nossa relação com os sete pecados capitais 

- Aliciar outros blogs a aderir ao desafio
 

Porém, vou elevar a fasquia e subir o desafio para o patamar dos Desenhos Animados dos anos 70 a 90. Ou seja: vou falar dos SETE pecados e VIRTUDES capitais, através das muitas personagens! Espero que gostem!

 

Os 7 pecados: Gula, Avareza, Inveja, Ira, Orgulho ou Vaidade, Luxúria, Preguiça

As 7 virtudes: Simplicidade, Deligência, Temperança, Compaixão, Generosidade, Paciência, Humildade

 

Para quem tiver problemas com a definição de tais Pecados & Virtudes, consulte a tabela "Qualidades pecaminosas e virtuosas"!

 

 

 

 

Agora, meus amigos que conhecem desenhos animados tão bem ou bem melhor que eu, digam, por favor, quem são os vossos eleitos? Eis os meus:

 

VIRTUDES

Simplicidade: (aguardo a melhor sugestão)

 

 Deligência:  FORMIGA ATÓMICA  

 

 Temperança: (aguardo a melhor sugestão)

 

Compaixão: CONAN - O RAPAZ DO FUTURO   

 

Generosidade: (aguardo a melhor sugestão)

 

Paciência: (aguardo a melhor sugestão)


Humildade: (aguardo a melhor sugestão)

 

 

PECADOS

 

Gula: (aguardo a melhor sugestão)

Avareza: TIO PATINHAS  

Inveja: DICK -A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO


Ira: DARTACÃO - E OS TRÊS MOSCÃOTEIROS  

Orgulho/Vaidade:  PENÉLOPE - A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO 
Luxúria: (aguardo a melhor sugestão)

 

Preguiça: GARLFIELD   



publicado por Tv Tuga às 17:12
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bel e Sebastião (e os cães da minha vida)

 

 

    

     O que lembro deste desenho animado hoje, devo-o às gravações feitas por meu pai nos anos 80. Um tanto visionário e esperto, ele sabia que podia usá-las para me manter sossegada diante do televisor por muito tempo. Por muito que já os tivesse visto, voltava a apreciar novamente. É assim até hoje, e não só com desenhos animados. A televisão foi a minha babysitter e amiga... Mas como meu pai não estava para comprar mais cassetes, gravava alguns episódios por cima de outros e fingia que não era de propósito. Contudo, havia nele a crença de que ia gostar de ver aqueles desenhos quando fosse crescida. E não se enganou.

  

    Hoje, ao revê-los, acho a voz do "Bel" irritante. Lembro-me que a Heidi e o Marco passaram por situações semelhantes, também nas montanhas. A infância dos meninos de 80 foi bombardeada com dramas e tragédias. Praticamente todos os meninos das histórias de desenhos animados eram órfãos. O Marco, de que não me lembro, a Heidi, de que lembro pouco, o Bel, a Ana dos Cabelos Ruívos, a Flora, o Tom Sawyer... deve ser por isso que não sinto pena de quem é órfão. No meu entender, não são necessariamente uns desgraçadinhos. Muitas vezes acabam por ser crianças que recebem muito amor de terceiros- avós, tios, vizinhos, pais adoptivos etc, e poucas agressões. Todo aquele amor extra os faz desenvolver bem, com mentes saudáveis e ter muitos amigos. Pelo menos assim rezam a maior parte das histórias dos anos 80...

.

 

    Outra lembrança que este desenho animado me trás, é a imagem viva do Bel e do Puchi. Na altura, todos os cães, indubitavelmente, eram baptizados de Puchi... na família existiram, por um breve período de tempo, dois cães de características similares a estes dos desenhos animados. Cheguei a colocar o pequenino em cima da cabeça do grande. Mas o animal não ficava nada entusiasmado... podera! De oito centímetros de altura passava para oitenta!

 

 

Acima têm o genérico e algumas cenas do desenho animado. Quem tiver interesse, posso disponibilizar o Bel e Sebastião, assim como acabei por disponibilizar as séries dos posts anteriores.

 

Gostava que partilhassem nos comentários, as vossas histórias com cães e com estes desenhos! Aguardo por notícias e voltem sempre!

 

 

 



publicado por Tv Tuga às 17:27
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Sábado, 4 de Outubro de 2008
Ana dos cabelos RUIVOS

Estreou em Portugal em 1987. Muitos associam esta série de desenhos animados ao programa "Agora Escolha", por ser no intervalo deste que passava a série da Ana dos Cabelos Ruívos. Enquanto as pessoas iam fazendo a votação, a Ana encantava. E não só os miúdos, mas graúdos também.

 

 é uma menina órfã que um dia é levada por uma família do campo. Mas ao chegar vê os seus sonhos e fantasias (e Ana tem-nos como ninguém!) desmoronarem, ao entender que a família adoptiva, os irmãos Marília e Matias, queriam um rapaz para os ajudar no trabalho na quinta. Ana já se apaixonou pelo local, que corresponde a todas as suas fantasias. E a menina não é de escondê-las de ninguém. O que deixa todos muito espantados.

 

vai ser devolvida ao orfanato, por não ser um rapaz. Está destroçada. Vai perder o «lago das águas prateadas» e a «Rainha da Neve» - nomes fantasiosos que atribuiu a coisas do local à medida que se deixava envolver.

 

Estes desenhos animados cairam-me no goto novamente, quando os revi após serem lançados em Dvd. O que mais me encantou ao revê-los é a percepção da vida naquele tempo. Dos actos domésticos, das responsabilidades, dos valores sociais, dos papéis do homem e da mulher e como tudo isto vivia em perfeito equilíbrio.

 

A imagem dos dvds não é lá dessas coisas. Nenhum esforço parece ter sido dado para restaurar a luminosidade perdida das vhs. Isto até pode diminuir o interesse em ver um episódio mas, ao fim de uns 4, já quis ver todos que se seguiam.

 

Encantei-me novamente por . De imaginação e criatividade também eu sou bem dotada, pelo que nunca me achei parecida com a personagem... mesmo quando as mães gostam de provocar as filhas, insinuando que têm um mau comportamento quando as comparam a traquinas personagens de desenhos animados.

 

Não, não me acho parecida a Ana, embora talvez na imaginação fosse. Mas ela viveu no campo, com lagos, árvores, florestas, rios... onde, como a própria conta, é mais fácil sonhar do que na cidade. Eu sou urbana mesmo!  Criada em apartamento, num prédio bem alto, com algum verde e jardins à volta (graças a deus) mas com os pés longe do chão. Porém, isso não era impedimento para conseguir, recorrendo à imaginação, inventar uma brincadeira cativante nos momentos de tédio.

 

Eis um trecho da série que mostra o encanto que sinto por estes simples gestos quotidianos. PS: numa altura em que tudo vem em embalagens de plástico, alguém, assim como Ana e Eu, chegou a descascar ervilhas?  E espreitou o mundo através das cores de diferentes papéis de rebuçado? Que nostalgia!

 

Disponibilizo esta série restaurada para venda ou troca. Sim! Leram bem. R-e-s-t-a-u-r-a-d-a. Descobri que não consigo ver aquela imagem escura com que soltaram a série para o mercado e decidi fazer tudo de novo. O resultado é surpreendente. Vale mesmo a pena ver a com as cores vivas e com maior definição e luminosidade. É como se fossem duas coisas diferentes e a que apetece ver é esta, claro! :) Contacto:  fadebd@sapo.pt.



publicado por Tv Tuga às 22:17
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